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Ansiedade: quando o alerta interno não desliga

Sentir ansiedade de vez em quando é parte de ser humano. Ela é, na origem, um mecanismo de proteção: nosso corpo se prepara para reagir a um perigo. O problema aparece quando esse alarme passa a tocar sem motivo aparente ou sem parar. A Dra. Mônica Colares, psiquiatra do Inspirar, afirma que o Brasil lidera o ranking mundial de transtornos de ansiedade: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 9,3% da população brasileira é afetada, o que representa aproximadamente 18,6 milhões de pessoas.



Muita gente convive anos com taquicardia sem causa aparente, tensões no corpo, insônia, pensamentos acelerados ou uma sensação constante de que "algo vai dar errado", sem associar isso a um quadro tratável.

Existem diferentes formas de ansiedade — desde a ansiedade generalizada até o transtorno de pânico e as fobias específicas — e cada uma tem suas particularidades. O que todas têm em comum é isto: não é frescura nem piti, não é falta de fé, não é fraqueza. É uma condição de saúde, com explicação biológica e psicológica, e principalmente, com tratamento.


O acompanhamento psicológico e psiquiátrico são ferramentas fundamentais no manejo dos pacientes com transtornos de ansiedade.
O acompanhamento psicológico e psiquiátrico são ferramentas fundamentais no manejo dos pacientes com transtornos de ansiedade.

O caminho de cuidado costuma envolver mais de uma frente: acompanhamento médico, psicoterapia, ajustes de rotina e medicação, de acordo com a demanda de cada paciente. Não existe fórmula única — existe escuta, avaliação individual e paciência com o processo.

Se você se reconheceu em alguma dessas descrições, talvez seja hora de conversar com alguém sobre isso. Pedir ajuda não é o último recurso. Pode ser, na verdade, o primeiro passo para respirar mais leve.



 
 
 

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