top of page

Instinto de Segurança: proteger-se também significa confiar

9 de set.
2 min de leitura

Você já percebeu quanto da sua vida é guiada pela necessidade de se sentir seguro?


Antes mesmo de pensarmos racionalmente, nosso corpo e nossa mente estão constantemente avaliando: “Estou seguro aqui?”, “posso relaxar?”, “o que pode dar errado?”...

No Eneagrama, de acordo com a Yelw Felicio, professora de Yoga e Meditação do Inspirar, os instintos representam forças naturais que influenciam a maneira como nos relacionamos com nós mesmos, com as outras pessoas e com o mundo. Entre eles está o instinto de segurança, também chamado de instinto de autopreservação. Ele está relacionado à nossa capacidade de cuidar do corpo, perceber necessidades básicas, estabelecer limites, buscar estabilidade e criar condições para nos sentirmos protegidos.



Mas existe uma questão importante: quando a busca por segurança deixa de ser cuidado e passa a ser controle?

Podemos começar a antecipar problemas, preocupar-nos excessivamente com o futuro, acumular recursos desnecessários, evitar situações desconhecidas ou permanecer em lugares e relações ruins apenas porque são familiares. E, paradoxalmente, aquilo que deveria nos proteger pode começar a nos aprisionar.



• Segurança não é ausência de medo


A prática do Yoga e da Meditação pode nos ajudar a perceber essa diferença. Quando paramos por alguns minutos e levamos a atenção para a respiração, para o corpo e para o momento presente, começamos a perceber que nem toda sensação de ameaça significa que existe um perigo real. Às vezes, o corpo está em alerta porque estamos tentando controlar algo que talvez nunca aconteça. A prática nos convida a experimentar outra possibilidade: estar presente sem precisar ter todas as respostas.


É nesse ponto que o trabalho com o Eneagrama pode se tornar especialmente interessante. Ao reconhecer nossos padrões instintivos, podemos começar a perceber quando estamos agindo a partir de uma necessidade automática de proteção — e quando estamos verdadeiramente escolhendo como queremos agir.


• Cuidar de si também é aprender a confiar


O instinto de segurança não precisa ser visto como algo que devemos eliminar ou superar. Ele é uma inteligência do nosso organismo: é ele que nos lembra de descansar, alimentar-nos, preservar nossa energia, reconhecer nossos limites e cuidar daquilo que é essencial.


• A proposta é encontrar equilíbrio


Cuidar-se sem viver em estado de alerta.

Planejar sem tentar controlar tudo.

Estabelecer limites sem construir muros.

Buscar segurança sem deixar de experimentar a vida.


Talvez segurança não seja ter certeza de que nada vai acontecer... Talvez seja desenvolver a confiança de que, se algo acontecer, vamos conseguir atravessar e lidar com as consequências.


• Um convite da Yelw Felicio


Para aprofundar essa reflexão, conversamos com Yelw Felicio, professora de Yoga, Meditação e Eneagrama.

A partir dessas práticas, Yelw nos convida a olhar para os instintos não como rótulos, mas como caminhos de autoconhecimento: perceber nossos padrões, reconhecer nossas necessidades e ampliar nossa liberdade de escolha. Porque quanto mais consciência temos dos nossos impulsos, menos precisamos ser conduzidos automaticamente por eles.


E talvez essa seja uma das formas mais bonitas de segurança: sentir que podemos habitar a própria pele com mais presença, consciência e confiança.



 
 
 

Comentários


bottom of page